E de novo, desta vez na Espanha, uma tentativa de censurar o dicionário.
Assim como aconteceu no Brasil, o foco é, novamente, a palavra "cigano".
Em uma propaganda, que pode ser vista aqui, crianças ciganas leem a definição do dicionário, que dá como sinônimo de uso a palavra "trapaceiro", ficam infelizes e no fim, é mostrada a frase "uma definição discriminatório gera discriminação".
Depois disso, o diretor da RAE explica a situação e diz ""un criterio muy claro al respecto: la Academia no inventa las palabras, pero tampoco las promociona, no pide a los hispanohablantes que las usen. Lo que hace es recoger las palabras que están realmente en la lengua".
Não cabe censurar o dicionário. O dicionário é o espelho que reflete o uso. Não é o dicionario que tem que retirar esse uso, é o mundo.
Tomara que em breve o uso de "trapaceiro" para cigano ganhe nos dicionários a marca "obsoleto".
Aqui, a reportagem do diretor da RAE.
"Fazer dicionários é como caçar borboletas. As palavras voam, é preciso caçá-las no ar". Aurélio Buarque de Holanda
terça-feira, 21 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Mistérios lexicográficos
Por que será que as cores não combinam entre si no novo Acordo Ortográfico ?
Cor-de-rosa, com hífen.
Cor de burro quando foge e cor de carne, sem hífen.
Alguém sabe a razão da diferença? Comente aí embaixo, por favor.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Quando o dicionário decepciona:
No caso, "protease" é a forma mais comum e não preferencial de "protéase", "enzima ou fermento que digere as proteínas; qualquer enzima proteolítica."
domingo, 17 de agosto de 2014
O novo e o velho Aulete
O Aulete mudou. Você já viu?
Outra coisa que se percebe é que, do lado oposto à antiga lista agora há uma espécie de gráfico com palavras análogas, no caso "fêmea" e "mulher". Ao clicar em "fêmea", por exemplo, o consulente é conduzido para o dicionário analógico (um dicionário de idéias afins), que se vê na abinha azul acima do verbete. No dicionário analógico encontramos substantivos, adjetivos e verbos relacionados à ideia de fêmea/mulher. E para que serve isso? Para não ter que repetir sempre a mesma palavra ou para achar aquela que é mais precisa para uso no seu texto. Clicando numa dessas palavrinhas, o dicionário te leva para o verbete descritivo novamente. Vantagem? Sim, e enorme!

Porém... se você errou a digitação e escreveu "muljer" ou "mulger" o resultado é "verbete não encontrado". Se você escrever, "mulhér" o dicionário sugere a grafia "mulher" já encaminhando para o verbete mais próximo por semelhança. Mas com o erro perde-se a sugestão das palavras análogas, que não são mais mostradas. Obviamente, com a palavra "mulher" a dedução é mais fácil, mas imagine quando você está procurando uma palavra bem mais complicada? Pode ser que a palavra até conste do dicionário, mas você acabe não achando. Desvantagem.
O dicionário Aulete, um dos mais populares da internet, gratuito, aparentemente deixou de ser hospedado pelo portal UOL. Com isso, mudou de endereço para um domínio próprio, está em http://www.aulete.com.br/.
A mudança também afetou outros elementos na apresentação do dicionário. O que mudou exatamente? O que melhorou e o que não?
Comparando um print screen do verbete mulher do "velho" Aulete com outro do mesmo verbete do "novo" Aulete já podemos notar várias diferenças:
Comparando um print screen do verbete mulher do "velho" Aulete com outro do mesmo verbete do "novo" Aulete já podemos notar várias diferenças:
Acho que a primeira diferença que se percebe é a perda do índice dos verbetes do lado esquerdo. E isso é uma vantagem ou uma desvantagem?
Na minha opinião, uma desvantagem, pois dificulta para o consulente que não lembra ou não conhece bem a palavra buscada encontrar o que está procurando.
Na minha opinião, uma desvantagem, pois dificulta para o consulente que não lembra ou não conhece bem a palavra buscada encontrar o que está procurando.
Nós consultamos o dicionário por várias razões, as mais frequentes são para verificar a grafia ou para saber o significado de uma palavra, termo ou expressão.
Às vezes temos a palavra para procurar, pois a lemos em algum lugar, ou ouvimos de alguém. Muitas vezes, porém, temos uma ideia vaga da palavra, ou não sabemos ao certo como escrevê-la. Nesses casos, a lista ao lado dos verbetes ajuda a encontrá-la, e ainda serve para os mais curiosos pesquisarem palavras novas e pesquisarem seus significados e usos.
Nessa nova apresentação, isso foi perdido. Para procurar uma palavra, você precisa conhecê-la.
Às vezes temos a palavra para procurar, pois a lemos em algum lugar, ou ouvimos de alguém. Muitas vezes, porém, temos uma ideia vaga da palavra, ou não sabemos ao certo como escrevê-la. Nesses casos, a lista ao lado dos verbetes ajuda a encontrá-la, e ainda serve para os mais curiosos pesquisarem palavras novas e pesquisarem seus significados e usos.
Nessa nova apresentação, isso foi perdido. Para procurar uma palavra, você precisa conhecê-la.

Porém... se você errou a digitação e escreveu "muljer" ou "mulger" o resultado é "verbete não encontrado". Se você escrever, "mulhér" o dicionário sugere a grafia "mulher" já encaminhando para o verbete mais próximo por semelhança. Mas com o erro perde-se a sugestão das palavras análogas, que não são mais mostradas. Obviamente, com a palavra "mulher" a dedução é mais fácil, mas imagine quando você está procurando uma palavra bem mais complicada? Pode ser que a palavra até conste do dicionário, mas você acabe não achando. Desvantagem.
A visualização do verbete também ficou mais reduzida. A área para visualização imediata ficou pequena, para ver todo o verbete (inclusive as locuções, que estão bem no final do verbete) é preciso rolar bastante a barra, que está mais fininha e mais apagadinha. Para olhos incautos, pode parecer que o verbete é curtinho, com poucas acepções. Uma desvantagem, sem dúvida.
Para compensar, ganhamos uma aba de gramática básica, acima do verbete, com as noções e informações mais elementares sobre a gramática do português. Uma vantagem, sem dúvida.
Aparentemente o conteúdo do dicionário não mudou, as acepções e verbetes permanecem iguais.
Segundo a administração do site, aqui, o servidor foi atacado por hackers e, por isso, a mudança.
E você, viu mais vantagem ou desvantagem?
Para compensar, ganhamos uma aba de gramática básica, acima do verbete, com as noções e informações mais elementares sobre a gramática do português. Uma vantagem, sem dúvida.
Aparentemente o conteúdo do dicionário não mudou, as acepções e verbetes permanecem iguais.
Segundo a administração do site, aqui, o servidor foi atacado por hackers e, por isso, a mudança.
E você, viu mais vantagem ou desvantagem?
sexta-feira, 25 de julho de 2014
«Lutam com as palavras os escritores, os Drummonds, aceitando-lhes as definições correntes ou, no seu direito de artistas, modificando-lhes o sentido, ou criando novos, ou novas palavras; e lutam, igualmente, os dicionaristas, redefinindo-as, acrescentando-lhes significados ou introduzindo-as no léxico, após enfrentar a tarefa, tantas vezes penosa, de captar-lhes a essência, desentranhar-lhes o sentido, infundir a alma num corpo. Uns e outros se empenham na luta - e sempre com a esperança de que não seja vã. Em nossos casos particulares - o do Poeta e o deste aprendiz de lexicografia - há uma diferença (deixem passar a confissão): a luta de Drummond principia “mal rompe a manhã”, a do aprendiz, ordinariamente, vai até de manhã.»
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Novo Aurélio Século XXI
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Partes de um verbete - a entrada
Você
que costuma consultar dicionários para estudo, por motivos profissionais ou simplesmente
por prazer, já parou para pensar como é elaborado um verbete, quais são os
elementos que o compõe e o que pode ser descoberto em cada setor do verbete?
Hoje é o dia da parte inicial, a entrada.
A
entrada, cabeça de verbete ou unidade léxica é a palavra, locução, frase ou elemento de
composição que abre o verbete, sendo objeto de definição e de informação.
Geralmente vem em negrito e em tipo redondo ou tipo itálico.
Na figura abaixo, aparece
marcada em vermelho.
A entrada corresponde a uma
unidade lexical e pode ser uma palavra simples, uma palavra composta por hífen,
um elemento mórfico da língua, uma locução, uma redução (do tipo símbolo,
sigla, abreviatura etc.); pode, ainda, ser múltipla e, em casos mais raros,
tratar-se de uma pequena frase. Veja os exemplos que se seguem:
Geralmente a entrada é
grafada em minúsculas, podendo ser em maiúsculas no caso de siglas, acrônimos,
símbolos químicos e marcas comerciais, por exemplo.
A entrada é apresentada na
forma lematizada, ou seja, se é um substantivo ou adjetivo, no singular e no
masculino, se é um verbo, no infinitivo.
Os homógrafos geralmente
apresentam entradas separadas.
De modo geral, as formas
femininas são registradas como entradas se apresentam acepções ou locuções que
não estão presentes na forma masculina, como gata, que além de ser a fêmea do
gato, pode ser uma máquina semelhante à catapulta, por exemplo.
Ao se digitar a palavra na
forma feminina, alguns dicionários eletrônicos ou on-line direcionam o consulente
para a forma lematizada alfabeticamente mais próxima daquela digitada.
Você é curioso? Descubra por
que gata, macaca, canária, tia, filha, prima,
médica, mestra e bailarina são entradas independentes das
suas formas masculinas, pesquisando no Aulete ou no Houaiss.
Fonte: Dicionários Houaiss e Aulete.
terça-feira, 4 de março de 2014
Afinal, o que faz um lexicógrafo?
Acho
que um bom começo para entender o que faz um lexicógrafo é, justamente,
procurar a definição da palavra no dicionário:
No
Aulete:
(le.xi.có.gra.fo)
sm.
1. Lex. Ling. Aquele que pratica a
lexicografia; DICIONARISTA
[F.: Do gr. leksikográphos. Hom./Par.: lexicografo (fl. de lexicografar).]
Confesso que não acho muito esclarecedor o que possa
significar “praticar a lexicografia”, quem sabe olhamos no Houaiss?
A mesma coisa... Isso acontece porque, muitas
vezes, as definições de um dicionário são copiadas de outros. Pois é. O corpus de um dicionário pode incluir
outros dicionários já publicados.
Quando a definição não é muito esclarecedora, o
jeito é procurar na palavra base, a palavra da qual aquela que você procura foi
retirada: no nosso caso, é “lexicografia”:
(le.xi.co.gra.fi.a)
sf.
1. Lex. Ling. A técnica de elaboração de
dicionários.
2. O trabalho de compilação de
vocabulários, definições etc.
3. A análise e conceituação
teórica desse trabalho.
4. Estudo científico dos critérios
envolvidos no trabalho de elaboração de dicionários.
[F.: léxic(o) + -grafia.]
Bem, agora já temos mais informações: um
lexicógrafo, então, elabora e compila definições para palavras e termos,
analisa e conceitualiza o trabalho de lexicografia e estuda os critérios
envolvidos na elaboração de dicionários.
Mas…
um lexicógrafo inventa palavras?
Pode acontecer, como nos conta Hélio
Schwartsman neste delicioso artigo da Folha de São Paulo, já meio antigo, mas ainda
muito atual.
Leiam o que ele diz sobre lexicógrafos que inventam palavras:
Leiam o que ele diz sobre lexicógrafos que inventam palavras:
“Em 1599, um holandês conhecido apenas como A.M. resolveu
traduzir do latim para o inglês um importante trabalho médico de Oswald
Gabelknouer, intitulado "O Livro da Física". Ocorre que o prestativo
A.M. já havia há muito abandonado a Inglaterra e, por isso, esquecera quase
todo o seu inglês. Isso não o intimidou e ele simplesmente colocou terminações
inglesas nas palavras latinas. Alguns de seus amigos na Inglaterra o advertiram
de que nenhum inglês teria a menor idéia do que estaria lendo. Novamente, o
bravo A.M. não se intimidou e fez uma lista de seus barbarismos, traduziu-os
por um sinônimo inglês simples. Alguns exemplos: "Frigifye, reade
(leia-se) coole (resfriar); Calefye, reade heat (esquentar); Circumligate, reade
binde (ligar)". Robert Cawdrey, autor de um importante dicionário inglês,
usou a errata de A.M. como fonte e assim esses barbarismos acabaram entrando no
léxico de Albion.
Um outro inglês, Henry Coockerram, foi ainda mais longe. Despudoramente inventou algumas palavras de que aparentemente gostava mas que nunca lera em texto nenhum. Incluiu em seu dicionário termos como: "adpugne", "adstupiate", "bulbitate", "catillate", "fraxate", "nixious", que chegaram a ter alguma existência na língua. Como o sr. Noah Webster teve a excelente idéia de retirar essas coisas de sua obra, não posso lhe contar o que significam.”
Um outro inglês, Henry Coockerram, foi ainda mais longe. Despudoramente inventou algumas palavras de que aparentemente gostava mas que nunca lera em texto nenhum. Incluiu em seu dicionário termos como: "adpugne", "adstupiate", "bulbitate", "catillate", "fraxate", "nixious", que chegaram a ter alguma existência na língua. Como o sr. Noah Webster teve a excelente idéia de retirar essas coisas de sua obra, não posso lhe contar o que significam.”
Nos
dias de hoje, porém, com o poder de pesquisa que a internet proporciona, é
impensável que um lexicógrafo possa inventar palavras ou termos. Um lexicógrafo
é um observador da língua, geral ou setorial, quase como um astrônomo que observa
as estrelas no firmamento e registra a existência e a localização delas, ou ainda
a primeira vez que uma determinada estrela foi observada, por exemplo.
Assim
acontece com as palavras ou termos: o lexicógrafo nada mais é do que um
observador, um registrador e um explicador de palavras, jamais um inventor.
Neste trabalho, a autora lista uma série de comportamentos dos dicionaristas que
resultam em ações no seu fazer lexicográfico, comportamentos estes que são representados,
na maioria das vezes, pelas palavras observar
e registrar.
O
bom lexicógrafo, portanto, jamais cairá na tentação de criar termos ou palavras,
por mais que essa “brincadeira” possa lhe parecer tentadora.
Para
concluir, uma entrevista com Peter Sokolowski, lexicógrafo que trabalha na
Merriam-Webster Company, que conta um pouco sobre o seu trabalho (em inglês).
sábado, 11 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
O homem e a mulher são iguais? Não no dicionário.
Neste post do El País, o DRAE, Diccionario
de la Real Academia Española, é criticado pelo sexismo apresentado nas
definições e exemplos em alguns de seus verbetes. Palavras como huérfano, hombre, mujer, madre, padre, edén são listadas
como apresentando características sexistas, especialmente na definição.
É importante, porém, não confundir o
registro de palavras de uma língua sexista reproduzido em um dicionário com a
apresentação sexista de verbetes no dicionário.
Exemplos de sexismo na língua portuguesa
não faltam, desde os mais óbvios e concretos, como cão/cadela, touro/vaca, a
outros menos concretos e menos conspícuos como aventureiro/aventureira,
tiozinho/tiazinha, nos quais o substantivo na forma feminina remete sempre a um
significado sexual negativo.
Comparei alguns dos verbetes citados como
sendo sexistas no DRAE com o dicionário AULETE tentando observar um possível
sexismo, e hoje mostro a vocês dois verbetes bem comuns e importantes: homem e
mulher.
Os resultados:
Comparando
a primeira acepção de homem e mulher, já notamos imediatamente que há
especificação do sexo no verbete mulher e não há a mesma especificação no de
homem.
A
acepção 2 de mulher parece ser uma tentativa de amenizar a acepção 2 de homem,
especialmente pelo exemplo. Acho desnecessário ressaltar a mulher como parcela
da humanidade, já que, nesse caso, o sexismo é da língua portuguesa, como ocorre
em muitos idiomas.
Vamos
comparar agora a acepção 3 dos dois verbetes, quase equilibrada, não fosse a inclusão
do sinônimo “varão” para homem e a ausência de sinônimos para mulher.
Já a
quarta acepção do verbete mulher é claramente sexista: a acepção com o
significado de passagem à fase adulta pela perda
da virgindade (que poderia ter sido
colocada em termos de “que teve a primeira relação sexual”), no de homem não há
nenhuma indicação correspondente de chegada à fase adulta pela realização das
mesmas condições. O exemplo também é triste: “ele disse que queria me fazer
mulher” parece conceder ao homem todo o poder de decisão sobre o corpo da mulher,
como se ela não pudesse decidir, por si só, “tornar-se mulher”.
A
acepção 5 do verbete mulher parece inútil, já que não assinala o que
provavelmente teve intenção: de que ao ter a primeira menstruação, a menina se
torna mulher, isto é, capaz de procriar. A indicação de entrada na puberdade é
muito vaga, e o que se costuma pensar é que ao entrar na puberdade, a menina se torna
adolescente, não mulher. Construída como está, essa acepção entra em conflito com
a acepção número 4: afinal, uma pessoa do sexo feminino se torna mulher ao
entrar na puberdade ou ao “perder a virgindade”?
Bem,
mas não deveria, então, haver alguma menção no verbete homem de quando o
menino se torna fisicamente um homem?
Comparando
as acepções 7 de mulher e 5 de homem, vemos que as características do “comportamento,
juízo e qualidades próprios de mulher madura” (quais são, você sabe? Por que o dicionário
não menciona?) se repetem quase iguais na acepção 5 de homem, mas neste último com a
inclusão do substantivo “pensar”. Por que a distinção?
A
acepção 8 de mulher e a acepção 6 de homem são quase idênticas, com exceção da
introdução da característica de vigor sexual do homem. Eu me pergunto se é
necessária essa inclusão, já que ela não consta no verbete mulher. Mulher não
pode ter vigor sexual?
A
acepção 7 de homem parece um pouco a repetição da acepção 6, mas já que está
lá, por que não há também no verbete mulher?
Passo
pelas acepções 8, 9, 10 e 11 de homem e 10, 11 e 12 de mulher e me detenho na
acepção 12 de homem e 9 de mulher: o homem é esposo ou amante e a mulher é a
esposa ou companheira: sim, porque o uso consagra mulher como cônjuge, não como
amante, por isso a divergência na acepção. Mas por que é preciso dizer que a
mulher é a esposa ou companheira de um
homem, mas o homem é só o esposo ou o amante (de quem)?
Convido vocês, leitor@s, a refletirem sobre esses dois verbetes do dicionário e sobre as implicações que a elaboração heterogênea dos verbetes pode acarretar.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Os erros nos dicionários
Para quem acha que os dicionários nunca erram, estão sempre certos e podem ser usados como provas em julgamentos, vejam que interessante este blog que lista os erros do Houaiss.
Apesar de serem obras acuradas, são obras humanas, e portanto, passíveis de erro.
Uma amostrinha:
Mal comportamento e mau comportamento
Apesar de serem obras acuradas, são obras humanas, e portanto, passíveis de erro.
Uma amostrinha:
Mal comportamento e mau comportamento
No verbete comportamento, o exemplo da acepção 4 está com erro. Está escrito "mal" em vez de "mau", sugerindo "mal comportamento. O correto é mau comportamento.
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